Ecos do Uruguai - 18 / MAIO / 2004
'Cult' entre músicos e críticos brasileiros, Jorge Drexler canta hoje no Mistura Fina
Cecilia Giannetti
Oficialmente, o show de Jorge Drexler, hoje, no Mistura Fina, é o primeiro do cantor e compositor uruguaio em nosso território. Por outro lado, ele já chega contando com admiradores em vertentes diversas da música brasileira. Autor de La edad del cielo, gravada por Paulinho Moska em Tudo de novo (EMI) como A idade do céu, Drexler fez uma participação ao lado de Moska no Canecão, em 2003, e, desde então, vem atraindo um pequeno culto de admiradores entre músicos e críticos no país.
- Fiquei chocado, apaixonado quando o ouvi pela primeira vez. Mandei pra ele um e-mail de fã e acabamos nos tornando amigos e gravando juntos - explica Moska, que conheceu o trabalho de Drexler através de uma coletânea em CD-R entregue por uma fã após um show no Sesc Pompéia, em São Paulo. Empolgado, Moska tratou de repassar a descoberta para o músico e produtor Celso Fonseca. Pronto, mais um estava fisgado:
- É uma das coisas mais originais que ouvi recentemente - elogia Celso.
Assumindo a admiração, Celso passou a distribuir CDs de Jorge para amigos e conhecidos.
- Já dei discos dele para a Leila Pinheiro, a Adriana Calcanhoto, o Caetano (Veloso). Eu espero que esse show possa revelá-lo para o público brasileiro - diz o produtor, que, assim como Moska, promete dar uma canja com o amigo hoje à noite.
Além do show no Mistura, Jorge Drexler marca presença por aqui com a faixa Al otro lado del rio, composta especialmente para o filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Eco, seu sétimo álbum e o primeiro pela gravadora Warner, chegou às lojas esta semana.
A citação, no encarte, da letra de Futuros amantes, de Chico Buarque, e a participação do percussionista carioca Marcos Suzano são apenas algumas pistas de que a relação do uruguaio com o Brasil vem se estreitando cada vez mais.
- O conceito da minha música é muito parecido com o da antropofagia do Tropicalismo - conta Jorge, já hospedado em um hotel em Copacabana.
Para Moska, o amigo compõe mesmo com jeitinho brasileiro:
- Ele mantém elementos da música tradicional uruguaia, e, ao mesmo tempo, se liga ao pop contemporâneo da maneira que muita gente na MPB vem fazendo. É moderno sem perder a identidade.
Nascido em 1964, em Montevidéu, numa família judia, Drexler teve suas primeiras lições de piano aos cinco anos de idade. Em seguida, aprendeu violão, voz e harmonia. Mas formou-se em Medicina, profissão dos pais, que exerceu até 1995. Aos 30 anos, acabou optando de vez por se tornar cantautor (cantor e autor, como dizem em sua terra), abandonando a carreira de médico e o Uruguai para tentar a vida na Espanha.
- Na época, foi um choque para mim e para minha família. Agora, até meus irmãos são músicos.
A mudança radical rendeu bons frutos, e o fato de ter trocado seu país de origem por outro tornou-se uma reflexão constante no que escreve:
- Eco é a presença de uma ausência, uma coisa que já não está lá mas continuamos ouvindo. É como meu relacionamento com meu país: eu não estou no Uruguai, mas sua reverberação está comigo.
O exílio já era cantado em seu disco anterior, lançado pela Virgin: em Sea (palavra que em espanhol significa ''seja'' e em inglês, ''mar''), Jorge conta que vem ''de um país com o nome de um rio / um Éden esquecido (...) / Poucos caminhos abertos / Todos os olhos no aeroporto''. A questão tem outros desdobramentos para ele, que atua na ONG Puente Al Sur (http://www.puentealsur.org.uy), que oferece auxílio a expatriados uruguaios em situações emergenciais, entre outras ações.
Antes da diáspora, quando sequer imaginava que um dia receberia um Grammy Latino e um prêmio Gardel (pela canção Perfume, em 2003), ele quase enveredou pela literatura. Chegou a ter um conto premiado e publicado em uma antologia, em 1987. Mas a música falou mais alto.
- A canção me absorveu, eu percebi que posso colocar nela tudo que sinto. Tenho profundo respeito por este gênero, é possível levá-lo até onde quiser. Ary Barroso, Noel Rosa, Chico e Caetano são alguns dos que conseguiram levá-lo bem longe.
Do Rio de Janeiro, Jorge Drexler segue em turnê para São Paulo, Montevidéu, Buenos Aires, Chile e México.
Tudo pela fama - Jornal do Brasil [17 / MAIO / 2004]
'Divina comédia da fama', do jornalista Xico Sá, relata purgatório, paraíso e inferno de quem deseja esquecer 'o gosto de jiló do anonimato'
Cecilia Giannetti
Xico Sá andou pensando um bocado sobre fama. Não a que conheceu ao receber os prêmios Esso, Grupo Folha e Abril de jornalismo ou ao fazer reportagens-denúncia, como a série sobre PC Farias, em 1993. O tipo de fama que prende sua atenção é mais espalhafatoso: desde o embrião, quando é apenas um sonho na cabecinha-de-vento de alguma darlene, até o momento em que os flashes finalmente espocam e pululam notinhas em colunas sociais, o espetáculo inteiro lhe interessa.
Foi esse universo que usou como base para escrever Divina comédia da fama, que a editora Objetiva lança no próximo dia 24 em São Paulo e no começo de junho, no Rio de Janeiro. Inspirando-se na estrutura da Divina comédia, de Dante Alighieri, o jornalista cearense apontou sua verve investigativa para o umbigo da sociedade e saiu com uma bem-humorada crônica sobre os (des)caminhos das celebridades e dos muitos candidatos à fama.
Começando pelo senso comum, Xico concorda em que os atributos exigidos para concorrer a um posto no paraíso dos famosos são bem poucos: atualmente, uma derrière construída em academia basta.
- A bunda é a metonímia da fama, aquela história da parte pelo todo. Há mulheres cujas bundas ficaram mais famosas que elas próprias - explica Xico, 41 anos, que já se aventurara na crítica de costumes com Modos de macho & modinhas de fêmea (2003, Editora Objetiva), sobre a guerra dos sexos.
Comédia inclui diversos graus de disparates cometidos pelos fanáticos pela fama. Gente disposta a tudo por um naco de espaço na mídia aparece representada por tipos como a sósia brasileira de Demi Moore que, sem conseguir emplacar uma foto para divulgar sua peça caça-níqueis (feita no rastro do longa Striptease, com a atriz americana) , ofereceu dinheiro e, diante de nova recusa, ofereceu sexo; o professor de filosofia paulistano que ganhou alguma notoriedade ao participar da versão gay do programa Fica comigo, da MTV, e procura mantê-la freqüentando todas as festas de São Paulo e almoços cariocas; o ilusionista nova-iorquino David Blaine, que passou 44 dias exibindo-se dentro de uma caixa de blindex pendurada sobre o Tâmisa, em Londres, enquanto jejuava (acabou internado à força).
São muitas as trajetórias de tentativas, erros e acertos reunidas pelo jornalista. O ponto de partida de todas elas é o purgatório, onde começamos a acompanhar a história da protagonista que, curiosamente, não tem nome. Ela ainda sente ''o gosto do jiló do anonimato na boca'' e batalha pelos primeiros convites para festas e lançamentos de qualquer coisa:
''Você faz o quê - o fotógrafo pergunta. (...) Disse que seria hostess de uma boate fina que abriria dali a um, dois meses. Pegou bem. Também disse que tinha sido DJ (...) tudo muito verossímil. DJ também é função moderníssima'' - escreve Xico.
Os capítulos são pontuados por frases sobre a fama proferidas por celebridades de todos os tempos, de Oscar Wilde a Michael Jackson. O narrador alterna o tom cruel com o solidário e não sonega informações sobre a trilha do sucesso, dialogando com a consciência da ambiciosa personagem sobre seus desvios e atalhos. Mas garante: não quis dizer, com a escolha, que só mulher cai na armadilha de perseguir a vã notoriedade.
- Escolhi uma mulher como personagem porque o sexo feminino, até na hora em que perde, tem mais capacidade de auto-ironia que o homem. Homem é chato.
E foram justamente duas mulheres que sugeriram a ele fazer o livro: a editora Isa Pessoa e a artista plástica Pinky Weiner, que certa vez saíram de um almoço em um restaurante apinhado de celebridades e logo pensaram em Xico para cronista do mundinho.
- Elas pensaram em mim porque eu circulo tanto no boteco quanto na festa chique. Observei esse universo nas mesas de bares do Baixo Gávea, nas madrugadas na Pizzaria Guanabara, no Leblon. Por outro lado, numa festa, você vai na varanda e o elenco da novela das seis está todo lá, na sala está a novela das sete, na cozinha a novela das oito.
Para ver de perto o paraíso dos famosos, Xico passou a circular de orelha em pé e olhos bem abertos pelas festas mais badaladas do eixo Rio-São Paulo, escoltado por amigos do métier, ou descolando convites pelas vias tradicionais: as assessorias de imprensa. Nem sempre, no entanto, conseguia acesso total ao objeto de sua pesquisa. Ele não estava na Ilha de Caras, por exemplo, quando os ex-BBB (na definição da personagem, um ''bando de deseducados. Só sabem malhar e comer'') bateram palmas para um faqueiro para aparecer na foto com a legenda: ''artistas aplaudem faqueiro de Caras''. Mas procurou fontes alternativas para conhecer a rotina do local cobiçado pelos aspirantes ao estrelato.
- Não me deixaram entrar na Ilha mas eu falei com o povo todo dos bastidores: cozinheiro, garçom, cabeleireiro, colunista... - revela.
- É como um estúdio, é tudo muito fantasioso. Tem aquele marzão de Angra mas também tem mosquito à beça, e mosquito sabe quem está desprotegido de fama: quem é calouro na Ilha sempre acaba mais picado porque não sabe que tem que levar repelente.
A mobilidade era maior em terra firme, no Rio de Janeiro, onde os agitos reunindo o elenco de novelas são comuns graças à presença da TV Globo na cidade. A mulher, Antonia, que trabalha como pesquisadora de texto para a emissora, também ajudou:
- Ela é quase co-autora do livro. Toda vez que eu faltava a alguma festa de novela, Antonia ia. Quando chegava em casa, eu a ''entrevistava''.
Foram cerca de oito meses ouvindo conversas noite adentro, entre colunistas, jornalistas, assessores e fofoqueiros de plantão. Trabalho de insider, que pedia discrição. O que, no mundo do espetáculo, significa divertir-se à beça - como um autêntico famoso, é claro, para que ninguém note o intruso.
- Acabava até me esquecendo o que tinha ido fazer lá. Às vezes eu precisava recorrer a outra apuração, ''pós-alcoólica'', para juntar as histórias - ri.
- Mas sempre acontecia algo que me fazia lembrar o trabalho. Imagina: eu ia no banheiro e de repente aparecia o Renato Mendes (personagem de Fábio Assunção na novela Celebridade) para fazer xixi também. Isso me fazia voltar imediatamente pro livro.
De tanto olhar, ele já aposta quem cairá no esquecimento e quem fará sucesso até no Vale a pena ver de novo daqui a dez anos:
- A Malu Mader é um exemplo bom, tem fama muito consistente, está impregnada no imaginário brasileiro. Vai ter vida longa como celebridade - avalia, lembrando a ocasião em que viu como a atriz foi recebida à porta de uma recepção nababesca.
O brilho efêmero
- Vários famosos passavam pelo povo que juntou na rua pra vê-los, mas só Malu levantou a galera. Roberto Carlos é indiscutível, tem sobrevida na memória - avalia Xico Sá.
Em São Paulo, as celebridades podem ser um pouco diferentes das avistadas em solo carioca: longe dos estúdios de gravação globais, o mais comum mesmo é que empresários, hostesses de boate e VJs da MTV causem frisson:
- O Johnny Luxo (VJ) é a Malu Mader dos paulistas - avalia Xico.
No paraíso descrito no livro, todos parecem ter a sigla vip - very important person (pessoa muito importante) - tatuada na testa. O que não quer dizer que ela ficará lá para sempre: de repente, podem virar outro tipo de vip - very invisible person (pessoa muito invisível, ignorada por todos). A última parte de Divina comédia da fama é dedicada ao inferno, à queda de quem já foi célebre de volta ao anonimato.
Na descida às labaredas, a mesma pessoa que antes atraía os cliques dos fotógrafos passa a ser desprezada pelo mesmo maître que a paparicava, pelos fãs e flanelinhas que pediam autógrafo, pelas assessoras de imprensa que a assediavam. Mas há maneiras de voltar a brilhar, mesmo que por pouco tempo.
- Hoje, arrumar o nariz no cirurgião plástico tem a mesma importância que fazer uma novela. Rende foto, fofoca.
O livro é permeado por segredinhos como esse, que os mais hypados (do glossário: hype = badalação do momento, em voga) preferem não compartilhar. E se isso fizer do livro um manual para o brilho efêmero?
- Pode levar alguém a desistir da fama ou a achar que não é tão infernal assim tentar - conclui Xico, que dedica o livro a José Costa, o ghost-writer do romance Budapeste, de Chico Buarque: ''que nunca careceu pisar em chão de estrelas''.
Os aliados dos candidatos à fama
Quem almeja chegar ao paraíso depende de uma infinidade de acessórios e profissionais para começar a sair do purgatório. Veja alguns deles, pinçados da Divina comédia da fama:
Agente - Alavanca novos contratos, participações em programas de TV, shows etc. Fica com cerca de 10% do valor dos cachês. Quando puder, arranje também outro ''a'' importante: o assessor de imprensa, para administrar na mídia a imagem que o agente alavancou.
Biografia - A do aspirante à fama precisa ter toques de drama e ser verossímil. Fãs adoram uma infância difícil.
Cabeleireiro - Ditam tendências, são grandes amigos e podem ter status de famosos. Exemplo: Dudu Meckelburg.
Cirurgião plástico - Ivo Pitanguy é um ícone: transcendeu o bisturi e ganhou cadeira na Academia Brasileira de Letras, onde realiza cortes epistemológicos.
Diretor/ autor de novela - Profissionais do naipe de Dênis Carvalho e Gilberto Braga estão na mira dos que desejam recuperar a fama perdida.
Fã - Não esqueça: tudo começa com ele.
Guru - Não interessa a linha espiritual, é preciso um palpiteiro esotérico.
Personal - Stylist (moda), trainer (boa forma), dieter (idem). Sem grana para esses três, apele para o quarto ''p'': photoshop.
Semancol - É preciso saber quando está sendo ''mala'' e over.
Teste do sofá - Muita gente do meio ainda mantém a prática e a expressão criada em tempos imemoriais, pré-TV.
Ver e ser visto - Aparecer e prestigiar a aparição do outro para dar continuidade ao frisson. É a peça-mor de toda a engrenagem.
Leitura distante - [Jornal do Brasil]
MEC decide suspender edital de definição dos livros infantis que seriam distribuídos em 2005 a alunos da rede pública, alegando que é preciso avaliar se obras estão sendo realmente lidas - Cecilia Giannetti
A formação de um leitor pode começar num dia de chuva em que não há nada de bom na TV, ninguém para brincar na rua e se é jovem o suficiente para transformar a primeira incursão às prateleiras de livros de casa numa paixão para toda a vida. Às vezes, não é preciso chuva nem falta de opções de lazer, mas um elemento, certamente, é indispensável para que essa paixão comece: o livro. O Ministério da Educação, no entanto, acredita que os títulos distribuídos à rede de ensino público por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) podem estar apenas juntando poeira na casa dos alunos. Por essa razão, suspendeu o lançamento do edital do PNBE, que aconteceria este mês, para a escolha dos títulos não-didáticos a serem distribuídos em 2005.
Sob a coordenação da Secretaria de Educação Fundamental (SEF, que tratava da seleção dos livros desde o surgimento do Programa, em 1998) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE, responsável pela aquisição e distribuição das obras), só em 2003 o PNBE atendeu mais de 20 mil escolas, em todo o Brasil, através de ações como a Biblioteca do Professor e a Biblioteca Escolar. Pelo programa, cada escola recebeu 144 títulos, e cada aluno pôde levar para casa cinco livros. Iniciado com apenas seis editoras, que faziam edições especiais para o MEC, o projeto passara a contar com 24.
Diretora do Departamento de Política de Educação Infantil e do Ensino Fundamental, do MEC, Jeanete Beauchamp garante que a suspensão do edital não decreta o fim definitivo do Programa.
- Ainda há uma remessa de livros em Brasília para ser distribuída até julho deste ano (comprada em dezembro de 2003, chegou em março a Brasília). O edital foi suspenso porque nossa idéia é efetivar um projeto de orientação de leitura junto com a distribuição, para que o aluno se torne efetivamente um leitor - explica.
Elizabeth D'Angelo Serra, secretária geral da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, participou do processo de seleção de títulos distribuídos e acredita que a medida é um retrocesso.
- Viabilizar aos alunos da rede pública a criação de uma biblioteca particular é essencial. Grande parte dos brasileiros não tem dinheiro para comprar livros. O acesso à literatura em casa é o que dá base à criação de leitores.
Literatura e livros didáticos
Para Elizabeth D'Angelo, o diálogo entre escola e família, indispensável para a formação do aluno, é possível através do PNBE:
- Colocar sobre a escola o peso total da formação de leitores é algo totalmente inviável. Impor a cultura sem oferecer possibilidades para que isso tenha desdobramentos fora da escola não dá resultado.
Jeanete reconhece a importância de programas como o Literatura em Minha Casa, que oferece livros infantis às crianças, mas não abre mão da revisão do processo, cujo método de avaliação ainda não foi decidido:
- É fundamental ter acesso ao livro, mas o objetivo maior é transformar a distribuição em leitura efetiva - diz.
Elizabeth questiona o momento escolhido para a avaliação e lembra que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) não sofreu alterações com a suspensão do edital do PNBE:
- Se o programa existe desde 1998, por que não avaliaram antes para saber se dava certo ou não? Por que o aluno pode ter livros didáticos em casa e não literatura?
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) constatou, em 2002, a eficácia operacional da distribuição dos acervos do Programa, mas já questionava, então, seus resultados efetivos. Jeanete defende a decisão:
- Não posso responder pelo desenvolvimento do projeto na gestão anterior [de Cristóvão Buarque]mas, na nossa gestão, há um interesse na maneira como os acervos são utilizados - justifica, afirmando que os livros didáticos são lidos em sala de aula sob a orientação dos professores, o que confirma sua utilização.
Elizabeth discorda:
- Os livros didáticos não cumprem todo o dever, são colchas de retalhos de informação. A literatura é necessária.
Coordenador geral dos programas do livro no FNDE, Alexandre Serwy afirma que o Programa será mantido após a avaliação.
- Temos recursos para o ano que vem, e serão utilizados para uma nova distribuição em 2005. Não haverá prejuízo. Estamos só reavaliando resultados.